Do bairro de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, surgiu um garoto que transformou revolta em verso e dificuldade em impulso. Orochi, nascido Flávio César Castro, cresceu entre becos e batalhas, onde a rima era escudo e espada. Ainda adolescente, encontrou nas rodas de freestyle o palco que a vida insistia em negar.
Com presença marcante e lírica afiada, Orochi se tornou um fenômeno nas batalhas de rima, principalmente na lendária Batalha do Tanque, onde o público o coroou como um dos maiores improvisadores da nova geração. Mas ele não parou nas esquinas — levou o talento pro estúdio e transformou suas dores e vivências em música.
Em 2019, lançou o álbum “Celebridade”, mostrando um artista multifacetado: vulnerável, ousado e consciente. Sua trajetória é marcada por altos e baixos, erros e recomeços, mas também por resiliência. Orochi é o retrato de uma juventude que não desiste, mesmo quando o mundo insiste em duvidar.
Hoje, é um dos nomes mais ouvidos do rap nacional, mas nunca esqueceu de onde veio. O garoto do tanque virou ídolo — provando que quem nasce nas batalhas pode, sim, vencer a guerra.
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