Em meio às vielas de Carapicuíba, na Grande São Paulo, cresceu um garoto chamado Michel Dias Costa. Filho da periferia, ele aprendeu cedo que o mundo pode ser pesado, mas que a palavra — quando dita com alma — tem o poder de abrir caminhos. Foi dessa mistura de fé, força e rua que nasceu o Rashid, nome que em árabe significa “justo”.
No começo, o microfone era improvisado, a plateia eram os amigos de esquina, e o sonho era sobreviver fazendo arte. Rashid começou a se destacar nas batalhas de rima, onde cada verso era uma chance de mudar o próprio destino. Nas rodinhas e duelos, ele mostrava o que viria a ser sua marca: consciência, técnica e coração.
Com o tempo, o improviso virou canção. Rashid lançou mixtapes que correram o país, conquistando ouvintes pela mensagem verdadeira e positiva. Em 2016, seu disco “A Coragem da Luz” mostrou ao Brasil o artista maduro que ele se tornou — um contador de histórias que fala de amor, fé, luta e superação sem perder o ritmo das ruas.
Rashid nunca buscou ser o mais famoso — quis ser o mais verdadeiro. Suas letras são abraços em quem já se sentiu pequeno, trilhas pra quem ainda sonha em vencer. Em cada verso, há a voz de quem acredita que o rap não é só denúncia, mas também esperança.
Hoje, o menino de Carapicuíba é inspiração. Um MC que carrega no peito a força da quebrada, a disciplina do trabalhador e a sensibilidade de um poeta. Rashid provou que vencer é possível — e que a palavra, quando nasce do coração, é luz suficiente pra iluminar até o caminho mais escuro.
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